quarta-feira, 23 de julho de 2008

Necessário.

Fechei os olhos. Quando abri, tudo estava meio cinza. Frio. Escuro. Enigmático. Envolto em sensações obscuras. Arrepios. Medos. Incertezas. Anseios. Desejos. Por um instante, parei. Não havia nada. Sem horizonte. Sem reação. Uma lágrima foi-se. Apenas uma. Permitida. Até que conscientemente, fechei de novo os olhos. E olhei firmemente, na verdade. Na essência. Na beleza real do "ser". Então, me vi ali. Coibida pelo mundo padronizado. Regrado. Avulso. Sem consistência de valores. E num ato súbito. Segurei forte minha mão. E me arranquei das sombras. Tomei-me de volta. Abri os olhos. Devolvi-me a luz. Irradiei a convicção. Sorri novamente. De sorriso pronto. Transparente. Sei que ainda estarei lá. Naquele vazio. Divagando. Mas, agora. Conheço o caminho de volta. Tudo se torna possível. Não disse: entendível. Tangível a alma. De sentido irreal. Porém, necessário.

Um comentário:

rívea duarte disse...

Esse texto foi feito pra, né?!

Ótimo diaaa

Bezitos


")